CÁRIE precoce e severa na infância: uma abordagem integral

A cárie dental é a doença crônica mais comum na infância, consistindo em um grande problema para a saúde pública mundial. 

Um fator importante que deve ser levado em consideração é que ela pode ser prevenida, controlada ou mesmo revertida. 

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Para prevenção, é necessário conhecer sua etiologia e os fatores de risco para o seu desenvolvimento. O controle e a reversão de tal doença são possíveis caso seja diagnosticada em estágio inicial, que é a presença de mancha branca no esmalte dental, sem cavidades. 

Quando a situação clínica envolve cavidades dentárias, há necessidade de tratamento curativo e preventivo, a fim de modificar as condições que levaram ao desenvolvimento da doença cárie. 

A evolução da doença é capaz de causar grande destruição dos dentes, ou até mesmo sua perda, podendo resultar em complicações locais, sistêmicas, psicológicas e sociais. 


Estudos recentes realizados no Brasil afirmam que a prevalência de cárie na infância varia de 12 a 46%, sendo que a faixa etária que desenvolveu mais cárie foi de 1 a 3 anos de idade. 

O último levantamento epidemiológico nacional em saúde bucal encontrou uma prevalência de 26,85% na experiência de cárie em crianças entre 18 e 36 meses, existindo um evidente incremento com avanço da idade, independente do gênero. 

A Organização Mundial da Saúde fixa metas decenais para estimular países em desenvolvimento a adotarem medidas para melhorar seus indicadores em saúde bucal. 

A meta de 2000 era para que 50% das crianças de 5 anos de idade estivessem livres de cárie, o que, segundo o último levantamento nacional em saúde bucal, o SB Brasil – Condição de Saúde Bucal na População Brasileira – 20035, não foi alcançado em nenhuma das macrorregiões brasileiras.  



Jornal de Pediatria 
Estela M. Losso; Maria Cristina R. Tavares; Juliana Y. B. da Silva; Cícero de A. Urban



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